Imóvel precificado errado é imóvel encalhado. Caro demais ninguém visita; barato demais você queima patrimônio do cliente. O bom preço não vem do achismo — vem de comparar bem.
Comece pelos comparáveis, não pelo desejo
Pegue de 3 a 5 imóveis parecidos de verdade — mesmo bairro, padrão e metragem próxima — que venderam nos últimos meses. Preço de anúncio engana; o que importa é o que de fato fechou. Calcule o valor por metro quadrado de cada um e veja onde o seu se encaixa.
Ajuste pelos diferenciais reais
Sobre essa base, suba ou desça pelo que muda a vida de quem mora:
- Sobe: vaga extra, andar alto com vista, reforma recente, sol da manhã.
- Desce: precisar de obra, posição barulhenta, planta mal aproveitada.
Leia a velocidade do bairro
Quanto tempo os imóveis ficam anunciados antes de sair? Estoque parado há meses indica preço alto na região — ou demanda fraca. Imóvel que some rápido mostra mercado aquecido, e aí você tem margem pra sustentar o valor.
O mercado sempre te dá a resposta: se em duas semanas ninguém visitou, o problema quase nunca é a foto — é o preço.
Defina o preço com uma faixa, não um número
Apresente ao proprietário um piso, um teto e o ponto recomendado. Mostrar a faixa com os comparáveis na mão transforma a conversa de preço em decisão técnica — e tira você do papel de "o corretor que quer baixar".
Revise a cada 2 ou 3 semanas com base nas visitas e propostas. Preço não é tatuagem; é hipótese que o mercado confirma ou corrige.
Equipe Vitra — a gente escreve pra corretor que quer vender mais e perder menos tempo.
